terça-feira, 29 de junho de 2010

Inferno Astral 2010


(por TI)

Enquanto Tissinha está prestes a sair de seu inferno astral, eu, por minha vez, estou a entrar no meu. E isso quer dizer o quê? Que uma série de infortúnios está entrando nos eixos para animar a minha vida no próximo mês... Estou certo que ele não será como o inferno astral 2009, e será repleto de infortúnios de pequeno porte, desses tipo levantar o toco da unha ou perder o último trem. Coisa pequena, mas infeliz. Hoje por exemplo, meu dinheiro acabou e eu tive que voltar do trabalho pra casa à pé, e isso são 40 minutos de emocionante caminhada com subidas e fumaça de caminhão na goela... Sabe-se lá o que o futuro me reserva, não é mesmo?

De qualquer forma, aguardem novas informações, ou se assim não o quiserem, tomara que caiam todos dentro de um poço de piche e sirvam pra tapar os buracos das ruas de São Paulo. Porque não há nada melhor do que descontar o mau-humor em alguém.

E tenham um bom dia. Assim... sério mesmo. Pelo menos tenham um bom dia por mim. Qualquer coisa, estarei tropeçando em pedras e perdendo coisas por aí. Se alguém por ventura achar uma das coisas que eu perderei, por favor, espere o meu aniversário passar, para que eu não as quebre por acidente. Mas lembrem-se de devolver, senão é melhor que se protejam do vudu nervoso que farei pra vocês com muito amor e carinho...

sábado, 12 de junho de 2010

...E O MEU INFERNO ASTRAL

(POR TISSA)

É com muito (des)prazer que anuncio o início de meu inferno astral desse ano. Sim, sem palmas ou vivas, comemoro a chegada daquele que - segundo meu estimado namorado - só existe no meu psicológico.
Lembro-me bem do inferno astral de meu companheiro Ti, no ano passado, e observo que em breve, será dele um post relatando todas as desventuras de um mês repleto de infortúnios.
Já poderia listar uma série deles que têm me presenteado nesses últimos três dias (data oficial do início), apenas não o faço, pois minha mãe diria "que atrai".

De todas as coisas desagradáveis que essa data poderia me trazer, creio que a pior delas é um ano a mais no meu RG. Um ano a mais de vida não faz diferença. Se você tem 21 anos e 10 meses, tudo bem, mas experimente viver mais dois meses e completar os 22! Não é justo! Tá errado subir um ano inteiro na minha vida só por conta de um diazinho... Aniversário serve pra gente ganhar presentes, e não idade!

Divido apartamento com uma menina (o mau-humor em pessoa <3) que também também está no ápice de seu inferninho (eufemismo mesmo) e a bichinha não pára de reclamar sequer um segundo! Mas o caso dela é mais engraçado. Estávamos ontem, divagando e ela me solta:
"Puxa vida, eu não vi meu horóscopo hoje...", indignada e ressentida.

Eu, que aprendi com a mestra, a arte da tolerância zero:
"CalaabocaCamilaaa! São dez horas da noite você está preocupada com o que vai acontecer no seu dia???? Você não vai sair de casa, não vai trabalhar, não vai ver seu namorado... Por que diabos saber do horóscopo a essa hora???!!!"
¡¤€¥×¶¿ç¡#$%



Olha, eu realmente estou tão infernizada astralmente, que me sinto intelectualmente incapaz de terminar esse post.

Adeus.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

E-MAIL DO EX


(POR TISSA)

Acabei de realizar uma completa varredura nos e-mails do meu ex-namorado. Não sei por que, mas parece que depois disso, ele vai mesmo continuar sendo o ex.
Não, de forma alguma ele traiu a minha confiança ao enviar/receber e-mails, mas é que dada a raiva que eu estou sentindo por um namoro terminado há duas horas, não me é lá muito agradável ler e-mailzinhos bonitinhos enviadas para ex-namoradas de tempos passados. Eu sei, li porque quis.

Pra falar a verdade o ponto é bem esse. Eu li porque quis. Não sei porque quis, mas sei que li porque tinha a senha. Por que diabos ele me passou a senha? Eu sei, eu lembro muito bem que tinha de deletar uma vagabundinha magrela do orkut dele e por isso pedi a senha, mas pô, nem pra mudar depois?!
Nunca passei minhas senhas pra ele, e fiz muito bem!
Vai que ele dá o mesmo e resolve sair por aí fuçando as minhas coisas? Não gosto disso. Se ele abriu mão de sua privacidade, eu entro, mas isso não significa que tenho de abrir mão da minha também. Já não basta as fuçadas diárias no meu orkut...

Sabe, tenho pra mim que metade dos casais jovens se separam por conta da internet... Digo por mim mesma, que já cansei de levar carcada por causa de fotos, depoimentos e scraps, ainda que eu fosse inocente no caso.

Mas eu fugi do assunto...
Queria mesmo é dizer que não acho certo o compartilhamento de senhas de internet entre namorados. Muito menos entre ex-namorados.
Se ele não mudar vou continuar fuçando, que é pra ver com quem anda falando, o que anda fazendo...

Eu sou mulher oras, dava pra esperar outra atitude da minha parte?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Abstinência de internet...


Caros leitores. Em abstinência de internet, exilei-me no limbo, e estou psicografando este texto... Então escrevi, escrevi, não parei mais de escrever e passarei a eternidade escrevendo. O problema é a falta de assunto, que é uma sinfonia sem sons e me faz escrever parágrafo inteiro pra não dizer nada, e ainda por cima usar uma metáfora ruim...

E ainda por cima prosseguir, dando a vocês uma esperança vã de que algum raciocínio irá surgir de repente e desenvolver uma narrativa complexa para compensá-los pelo parágrafo perdido. Mas, como eu disse, a esperança é vã, e o leitor assim percebe que foi enganado novamente e perdeu mais um parágrafo.

Sacanear o leitor é coisa que fazia o saudoso Machado de Assis com todas as surpresas inesperadas como esse pleonasmo ridículo que acabei de usar. Peço desculpas ao Machadão...

Sim, leitores. Falo com você. Estou no limbo e no fundo sou apenas mais um eu-lírico que não existe. Minha História? Não me lembro. O limbo faz isso com a gente. Meu processo criativo conflui com a minha ociosidade, e assim eu uso um blog que talvez nem esteja no seu pc pra falar de absolutamente nada, e portanto pra desperdiçar o seu tempo com a postagem mais ociosa já não-escrita.

Com essas linhas, até tenho a impressão de que escrevi alguma coisa. e assim prosseguir com a escrita. Ter uma postagem pronta dá um tom de solenidade. O dia aqui não raia, mas a noite também não cai. É o limbo... tudo é transitoriamente fixo e fixamente transitório. Mudar sempre é a regra que não muda nunca. Ou talvez não...

Pode parecer estranho, mas eu não escrevo para matar o tédio. "Não há tédio quando não se existe". Esta verdade certamente não irá virar citação em livro nenhum, nem colocada ao final de nenhum e-mail, porque é completamente imbecil. Apesar que todo mundo coloca citações imbecis por aí, não é mesmo? Essa é a graça de escrever pra não ser lido.

Mas aqui no limbo não existem e-mails...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Soneto em Verde


(por TI)

Entre tempos de guerra e tempos de paz,
Quando estudos e trabalho não descansam
Um dia surge ao blogger sincero e audaz,
Quando mau-humor e saudade dançam.

Assim decidi postar novamente.
Com saudades dos amigos leitores,
Para expressar meu stress e minhas dores
Com soneto pra irritar toda essa gente.

No fundo, só não tinha o que escrever
E minh'alma cansada pensou em fugir
Já que meu corpo só queria era dormir.

Mas a saudade se fez enfim entender
Em em verde portanto voltei a digitar
E um blog mal-humorado este vai continuar.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

HÉRCULES E A MINHA AVÓ

(POR TISSA)

Tava devendo uma atualização, é eu sei, tenho sido uma blogueira bem relapsa nos últimos meses, mas bem, ainda não é agora que vou compensar com textos longos e profundos. Hoje apenas faço uma aparição relâmpago, pra contar a anedota da vez:


Estava em casa com o namorado, planejando o almoço de Páscoa que faria com ele e minha família na casa da minha avó materna. De repente, surgiu-me a dúvida:
"Amor, você come na casa dela, conversa com ela, namora a neta dela e até ovo de Páscoa ganha da velhinha, mas, por um acaso, você sabe qual é o nome da minha avó?"

Ele, com olhar ofendido:
"Claro que eu sei!"

"Tá, então qual é?"


"Humm, ok vai, eu não sei."


Eu, sentenciosa:
"Poxa amor, que cara de pau. Ou você adivinha, ou eu vou contar pra ela que você não sabe. Vai uma dica: é um nome que vem da mitologia grega..."

O palpiteiro:

"Humm... mitologia... ...'Hércules'?"


¬¬'

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

ANIVERSÁRIO DO NAMORADO (QUERIDO DIÁRIO)

(POR TISSA)

Então tá né, já que eu arranjei um desses aí, era previsível que um dia ele fizesse aniversário. Pois bem, dada a minha falta de prática patrocinada por dois anos de solteirisse, seria melhor que ele parasse nos 19 anos e aguardasse até que eu estivesse pronta para esse grande acontecimento. Vamos ao conto de hoje:

Tudo começou quase um mês antes, quando percebi que tinha apenas um mês de namoro e dali a mais um, meu amor entraria na casa dos vinte (sim, eu gosto dum nenem ;D).
Pra começar, ele é um homem prático. Consigo contar nos dedos quantos assim eu já namorei e não passo do primeiro dedo. Não sei presentear gente assim. Sei fazer coisas tolas. Gosto de dar presente decente, mas eles sempre vêm acompanhados de caixas, cartões, poemas ou chocolates confeccionados pela minha pessoa. O meu forte é justamente esse, presentes gays. Foi aí que comecei a ficar tensa. Queria dar um aniversário inesquecível a ele.
Surgiu-me então a iluminada idéia de presenteá-lo com um relógio. É últil, bonito e combina com o biquinho sério que ele tem.
Ok, achei um na internet e saí numa épica pesquisa de campo. Foram dez entrevistados e um total de oito aprovações e duas reprovações, à compra do relógio por mim eleito. Cliquei no comprar e rezei pro namorado gostar. Até aí foi tudo fácil.

E então, quando o relógio chegou, resolvi que tinha que pôr ali a minha marca, então nada melhor do que confeccionar uma bela caixinha de presente.
Peguei o modelo de uma caixinha mega complicada e linda na qual veio o meu presente de Natal (dado pelo moço do causo) e adaptei às dimensões do relógio. No meu modelo, saiu tudo perfeitinho, então guardei pra fazer a caixa verdadeira quando estivesse perto da data.

E então, magicamente eu mudei de cidade...
Foi um processo bem ligeiro e até útil para a data (poderia passar o final de semana do aniversário sozinha com ele no novo apê ^^).
E quando faltava apenas uma semana, comecei a confecção da famigerada caixa, que era pra mim, quase tão importante quanto o relógio que iria dentro dela. Comprei papel, tinta, fita e fui alegremente montar a bichinha. Cinco caixas mal-feitas mais tarde, eu já estava quase chorando. Nenhuma saía do jeito que eu queria! Eu não queria uma caixa, eu queria A caixa perfeita. Era sexta-feira, véspera do aniversário, então eu faxinei o novo apê e decidi que no dia seguinte enfim conseguiria.

No sábado (O DIA) de madrugada meu irmão me ligou pra contar que entrou na faculdade e meu sono tragicamente se foi. Fiquei das 4h30 às 8h20 tentando dormir. Nesse momento, minha irmã me ligou, pois tínhamos combinado de sair para comprar um lance pra minha geladeira. Ora eu morava em Peruíbe, mudei pra Santos. Em Peruíbe eu nunca precisei pegar ônibus na minha vida. Em Santos, nem dar sinal pro motorista eu sabia como fazer. Irmã disse: "Pega o ônibus escrito 'Praias' que esse pára no meu prédio". Ok, fui lá e peguei o "Praias". No meio do meu passeio, liguei pra ela: "Irmã, por que diabos eu estou em São Vicente?". Ela, com voz de desgosto: "Puta merda, você pegou o 'Praias' errado". ¬¬'
Morri, né. Nem preciso dizer que depois do meu mau-humor de não dormir e ir parar em São Vicente, desisti de ir à casa dela.

Tava um calor "made in hell" naquela cidade, mas ainda assim eu precisava ir ao mercado pra comprar comidinhas para o jantar romântico de aniversário para o meu bem. Seria a primeira vez que eu cozinharia pra ele (primeira e última, vai vendo...).
Resolvi que faria uma lasanha. Meu amor é quase um Garfield. É um gato e aaaama lasanha. "Lasanha é fácil de fazer e não tem erro, ele adora!", pensei. (Haha, tá bom (Y))

No mercado, descobri que eu não sabia como fazer uma lasanha, então liguei pra minha mãe, que me informou em números, a quantidade de cada coisa que eu deveria comprar. Aí beleza, saí naquele sol que fazia a minha pressão baixa deixar de ser pressão pra se tornar apenas "baixa", carregando inúmeras sacolas pesadas. "Estude minha filha. Estude pra ser alguém na vida", lembrava eu das palavras da minha mãe. Sim, ela sabia que eu não nasci pra ser pobre a andar a pé.

Cheguei em casa, fui fazer a caixa. Sentada no chão, com sono e calor, caí ali mesmo e dei aqueeeele cochilo no aconchegante piso de taco. Acordada, aturdida e atrasada, parei de rimar palavras com A e fui correndo terminar a bendita caixa. Sim, deu tudo errado. Ok, era só a sexta exemplar de uma coleção falida, mesmo. Mandei tudo pra puta que pariu e decidi que se ele invocasse com uma caixa não tão perfeita, era porque não me amava de verdade. Pro inferno tudo aquilo, o relógio iria na caixa menos feia u_u

Saindo dali, o próximo passo era a lasanha do Garfield. Li as instruções da caixa e segundo esta, eu não tinha molho suficiente (ela mandava ter no mínimo 3 1/2 litros de molho para cada 500g. Eu só tinha uns 2 litros). Ignorei.
Como aspirante a publicitária, não se podia esperar que eu fosse cozinhar uma lasanha à moda tradicional. E então, serelepemente, sequestrei um tal de creme de aspargos verdes e resolvi que um caldinho daquilo com requeijão seria interessante pra forrar umas duas camadas da minha receita especial. Achei a idéia dos aspargos bem legal pelo nome. É bem pomposa essa transa de "aspargos verdes", é coisa chique, minha gente. O que eu não sabia sobre os aspargos, ou melhor, sobre o creme deles, é que se você coloca no leite quente, empelota .
Legal, mais uma bola fora. Tudo bem, nasci pro improviso. Taquei a meleca junto com meio copo de requeijão, sal e uns matos verdes tudo no liquidificador e corri pro abraço. O danado do aspargo até que ficou muito gostoso.

Como estava atrasada, caí na graça de ver meu amor na minha porta uma hora antes do combinado.
Ali estava ele, todo aniversariante, todo perfumoso e elegantoso, sorrindo pra uma garota suada, descabelada, descalça, com creme de aspargos no pé esquerdo e molho de tomates no pé direito (até agora eu não sei se ele notou isso).
Dei a minha risadinha de anfitriã e voltei à minha lasanha.
Presenteado com o novo relógio classudo (foi assim que ele chamou), nem deu bola pra caixa [que mais tarde chegou a Peruíbe amassada na mochila dele (valeu, amor)], ficou lá observando tamanha destreza na montagem de sua lasanha de aniversário.
Estava indo tudo bem, até que a minha leitura rápida aliada a uma frase ambígua na caixa de massa da lasanha, me fez pré-aquecer o forno por meia hora, sendo que este deveria estar pré-aquecido e a lasanha então ficar lá dentro por meia hora. Mais uma vez, ignorei.

Mandei a dona lasanha pro forno e fui limpar a bagunça. Quando ela saiu de lá, quase escorreu uma lagriminha do meu olho, de tanto orgulho: ela estava linda, como uma noite de verão. O cheiro era incrível, aquele molho vermelhinho brilhava e transbordava da assadeira. Dava vontade de tirar uma foto, colocar no orkut e dizer "Fui eu que fiz."
Acontece que alegria de pobre dura pouco, e foi só eu me meter a servir os pratos, a lagriminha de orgulho transformou-se em lágrima de desgosto.
Descobri que a massa que entrou no forno como lasanha, saiu de lá como uma sopa.
Sim, eu meti o aparato de tirar pedaço, mas antes tivesse usado uma concha. Começou a transbordar toooodo o molho na mesa. Pior, o bandido do aspargo se mandou pro lado do molho e tudo aquilo parecia uma grande assadeira de vômito quente e cheiroso.
Namorado ficou com cara de paisagem e eu só pensava em chorar.
Não chorei. Fui brasileira, servi os dois pratos da melhor maneira possível e me contentei com resmungos infinitos enquanto comia. Sim, estava muito gostosa a tal sopa de lasanha, mas ainda assim era uma receita falida.

Resolvi que na cozinha não era o melhor dos cômodos da casa para dar a ele um presente de aniversário. Existia lugar melhor.

Depois de fazer desse texto um "Querido Diário", só chego a conclusão de que o meu objetivo inicial foi alcançado:
SIM, ESSE ANIVERSÁRIO FICARÁ PRA SEMPRE MARCADO NA VIDA DELE (e mais ainda na minha!)


MORAL DA HISTÓRIA: Jamais acredite nas instruções de uma caixa de lasanha. Se com dois litros de molho eu fiz uma sopa, imagine o que teria acontecido com três litros e meio.
Pense nisso.


;D

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Preguiça.


(por TI)

De repente senti que as coisas andavam devagar... tudo o que eu poderia fazer pra resolver meus problemas eu fiz. E só me restava esperar. Quando vi, fui tomado por um sentimento de preguiça que me impedia de fazer qualquer coisa.

Quase fiz uma postagem... mas não consegui.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

E A FEBRE DAS REDES SOCIAIS

(POR TISSA)

Nem queria tão cedo tocar nesse assunto por aqui... sabe, por questões diplomáticas mesmo, a tal da política da boa vizinhança, mas isso tem me chamado a atenção pra uma reflexão...

Quem tem o mínimo de informação sabe, a nova onda da moda é o tal Formspring.me. Isso me põe a pensar em qual das duas coisas eu odeio mais: se é o fato de ver meu Twitter floodado de twitts do "@mala_sem_alça" com seu linkezinho formspring.me patético, ou a cara de pau que esse mesmo @mala_sem_alça tem de montar e sustentar uma rede totalmente egocêntrica.
Éééééé, é exatamente isso o que eu penso, que essa transa de "pergunte-me qualquer coisa" parece mais baixa auto-estima e necessidade de se sentir importante, do que um real interesse em responder se é a favor ou contra a pena de morte e assim criar uma discussão saudável (veja, dava pra ser mais útil).
Pois é, eu até encaro a iniciativa como um tanto interessante pra gente famosa em geral, que dispõe de seu tempo para responder a perguntas de fãs realmente interessados em suas vidas (pra quê eu não sei, mas eles de fato se importam :s)
Haha, eu fico imaginando o @mala_sem_alça aguardando pelo dia em que algum desconhecido o parará na rua cheio de entusiasmo: "Ei, adorei seu Formsprig.me, me dá um autógrafo?" Bah, vai ganhar um Nobel por algo significativo!

Claro, se o espaço que vos fala é um Blog, não posso dizer que sou contra as redes sociais, porque não sou, mas me irrita essa grande necessidade de se expor e sentir importante.
Eu tenho um Orkut, porque é prático para encontrar amigos, bem como fuçar suas vidas nas horas vagas (ainda que às vezes me falte paciência pra isso).
Msn é vida e isso é indiscutível! Desde a troca despretensiosa de mensagens "oi, tudo bem?" pra fazer aquele social com o colega da faculdade, até a saga de discussões políticas, religiosas e amorosas embaladas por playlists recém-montadas no YouTube fazem toda a minha madrugada (ou apenas cinco minutos) muito bem aproveitada pela curta distância e comodidade.
O Blog veio da necessidade de falar sempre mais e mais e de quebra ainda exercitar minha escrita. Nunca rolou aquela de escrever pra ganhar fama, mas a idéia de anúncios do Adsense está sendo estudada para ao menos ganhar o do Gin ;D
Twitter... ah, esse foi o meu mais recente (e último, espero) luxo das redes sociais internéticas. Entrei por indicação de um amigo, mas não é um dos meus prediletos... Gosto bastante pelas curiosidades e informações, que sempre chegam na hora exata em que acontecem. Às vezes até encarno a louca e começo a tagarelar e reclamar da vida, mas é coisa rara #preguiça.
Sonico, Beltrano, Badoo, My Space e seus derivados, nem sei o que são! Sei que recebo insistentes convites pra me "joiná", que sempre são enviados cuidadosamente à pasta Lixo Eletrônico, do meu Hotmail.
O Facebook é um chatinho que eu meio que sei como é, assim bem por cima, mas nunca parei pra entender. Ah, como eu gostava mais da vida pré-facebook! Enquanto conversava com um amigo pelo Msn e ouvia uma playlist no Youtube, fui disseminando meu ódio pela FarmVille até que ele soltou uma reflexiva pergunta: "Ok vai, quem foi que te trocou pelo FarmVille?". De pronto, respondi: "Meu irmão". E foi aí que eu comecei a entender tudo... Muitas dessas fazendinhas, cafés e aquários fazem os internautas desistirem das pessoas reais por uma vida fake.

Então tá, aquela que me aproxima de amigos na Conchinchina, afasta meu irmão de mim? Pode soar meio emo, mas essa Internet é muito ingrata! ò.ó

Quem se sente traído pela teia das redes sociais da internet põe o dedo aqui o/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Falta de Internet


(por TI)


Sim... é 2010... Grande coisa. Tirando os dois que ganharam milhões com a mega-sena da virada, a vida de ninguém mudou de uma hora pra outra só porque as nossas praias ficaram infestadas de farofeiros e sobras de fogos...

Obviamente, como a maioria das pessoas, fui passar o ano novo na praia. A viagem foi ótima, excluindo o transtorno bipolar de São Pedro, de mandar chuva 5 minutos antes da virada e as queimaduras de sol, e os farofeiros sujando tudo e etc. etc. etc.

Um comprimido de Gardenal pra ele três vezes ao dia, por conta da galera de Angra dos Reis.

Mas o que mais me doeu foi que depois da volta (uma viagem de 5 horas na estrada, com um congestionamento a la Marginal Tietê), descobri que meu computador estava sem internet, pois o modem havia queimado (provavelmente pelo transtorno bipolar do Pedrão e os raios assim decorrentes). Por incrível que pareça, passei (sabe-se lá como sobrevivi) 14 dias de abstinência virtual. Hoje eu sei o quanto é difícil largar um vício e, como podem perceber, eu não consegui largar o meu. Meu mau-humor chegou a picos indescritíveis e eu:

-mordi o pé da mesa 42 vezes
-consegui ler (pasmem) quase metade do Senhor dos Anéis (vol. único)
-bati a cabeça na parede 106 vezes
-tomei litros de café
-arranquei 984 fios de cabelo
-contei os fios arrancados
-escrevi um poema
-procurei passar boa parte do tempo fora de casa
-irritei meus amigos pra me ajudarem a sustentar o vício em seus computadores
-pentelhei minha família e infernizei a namorada

Se algum dia me disserem que é difícil largar a bebida ou as drogas, darei um computador com internet pro sujeito.

Enfim... Como dizia um amigo, "a tecnologia nos deixa idiotas". E para deixar vocês leitores mais idiotas, vou compartilhar a musiquinha mais viciante do ano, mesmo que ele esteja só começando.

www.shutupwomangetonmyhorse.com

Feliz 2010 para todos, e que sejamos tão medíocres quanto fomos em 2009!!!